...porque as melhores coisas nunca são de saber, não há quem as saiba dizer, são coisas de ser...







domingo, 11 de abril de 2010




Não é um poema de amor que te quero dar, porque poemas de amor eu não os sei escrever. Poemas de amor são só letras de desenhar, são a voz de poetas, a quem o amor faz perder o falar, são o seu calar. Só quem os lê os consegue escrever. Este é um poema que te quero dar, é um amor em poema que anseia pelo teu ler como a sede de quem anda por um deserto sem beber. É um amor em poema, uma coisa pequena, que se pode escrever numa folha de agenda daquelas de lembrar, como se um amor pudesse ter uma hora de marcar ou fosse daquelas coisas que se costumam esquecer...é um amor em poema que procura, quer encontrar, o ler que se esconde no teu olhar, um ler capaz de entender, capaz de percorrer cada letra como se a fosse beijar num beijo que há muito se anda a guardar e agora se quer entregar. É um amor em poema, porque não sei escrever um poema e sei que me vou perder, amor, pelo teu ler. E se perguntarem pelo poema, só vou dizer: amem e vão saber o seu ler...


sábado, 10 de abril de 2010




Da tua ausência eu não sei explicar, se estar ausente é não estar, não é uma simples distância que faz o ficar ou não...e se estou ausente de mim, é porque em ti ando a ficar...ainda que não saiba onde estás, ainda que sem saber noutro planeta estejas a viver, eu não sei explicar, sinto que em mim estás a ser... e uma ausência pode iludir, mas não é de medir pela medida de um longe, não são os metros, os quilómetros que conseguem separar, ausência é mais do que longe, é quando se deixa de estar no lado de dentro de alguém e sabemos que está mesmo ali, podemos tocar-lhe com a mão... ausência é estar a um milímetro, estar mesmo ali ao lado e andar a milhas, anos luz desse lugar...Da tua ausência eu não sei explicar...não é que não te queira encontrar...é só um querer entender como vieste em mim parar...Eu não sei da tua mão, mas são teus dedos que tocam um longe que é tão perto...tão perto que o teu beijo, me toca com seu escrever...o perto que te vou dizer, não é um simples perto de tocar...o perto de que quero falar, é um perto de ficar, que só há no coração...esse perto é o teu lugar...






...E a ausência é apenas uma ilusão, porque uma ausência na verdade é toda feita da distância que há dentro do coração...ausência é um poder tocar com a mão, a saber que nunca se chega ao coração...
talvez seja essa a razão... eu da tua ausência não sei explicar...
talvez porque um amor de verdade não sabe, não pode imaginar, o saber desse ausentar...

quinta-feira, 8 de abril de 2010





Sigo o Amor... tudo o resto, é mundo, não existe, não é de sonhar.






Apenas encontrei uma forma de vencer...amar.





Amar nunca é de doer, o que faz doer é sempre o sonho quando não deixa de o ser...






Só comecei a viver depois de aprender a sonhar...





Fui encontrar um beijo teu, perdido numa canção que há pouco me pôs a olhar...
E não consigo parar de sentir esse beijar...



Se me quero encontrar, nem sei onde procurar...
Já nem estranho... é a ti que vou sempre perguntar...

Talvez se eu pedir à Lua do teu olhar...



Talvez...
Se eu pedir à Lua
àquela que todos pensam que é sua.
Se eu lhe pedir devagarinho,
Se eu lhe pedir com jeitinho,
Talvez...
numa noite só para mim
a tal Lua que é de todos
Talvez...
a Lua possa descer lá do alto de te ver
e me consiga trazer
ainda que só para mim
o brilhar do seu luar
que é só o teu olhar
com as estrelas que ele cala.

E...os outros, os que não sabem desse olhar, do seu brilhar de luar,
vão olhar um luar de Lua, uma Lua que é de todos, cheia com o teu brilhar...
Tão cheia que a quero agarrar
(não vá ela rebentar...)
E vou pegar
no seu brilho de brilhar
esquecer o seu largar
e guardar o teu olhar...
pô-lo só a iluminar numa noite que cai dentro de mim...
só para poder tocar
só para poder segurar
um instantinho de nada
o brilho do teu amar
e senti-lo percorrer
cada pedacinho de noite que se estende pelo meu ser...
E continuar na certeza que é teu; é esse olhar que faz nascer estrelas de luar em todas as noites de mim...
Talvez...
não saibas desse luar que vive no teu olhar
ou das estrelas que correm quando te estou a pensar
ou de todas as noites que vêm só para os teus olhos fechar...
E me deixam adormecer pela noite que cai cá dentro... e puxo para mim o Amor que trazes espalhado em ti...E um Amor sem tamanho, vem destapar o meu ser e eu não consigo esconder o amar te que quero dar...
Talvez... possas ver estrelas em palavras que continuo a escrever, o teu luar...
Talvez... as saibas entender e esse teu brilhar as continue a espalhar...
E eu vou querer saber de cada noite com estrelas de oferecer...e de ti que as fazes nascer...


E quando precisares de me encontrar... procura no teu luar... é lá que estou, no seu esperar...






Como pode ser tanto e tão pouco um sonhar...É tão fácil um sonhar, basta acordar...